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CONTRACEÇÃO/

MÉTODOS

ANTICONCETIVOS

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      Se estás a pensar iniciar a tua vida sexual ou se já a iniciaste deves estar informado. Há várias formas de prevenir uma gravidez não desejada e proteger a tua saúde já que existem muitas doenças sexualmente transmissíveis.

Estas doenças afetam qualquer um ... até há pessoas que nem sabem que as têm por isso não podes confiar ... 

1 - PÍLULA

O que é e como funciona?

A pílula contracetiva é um método que, através da Acão hormonal, inibe a ovulação evitando a gravidez. A pílula deve ser prescrita nos casos em que se pretende um método contracetivo eficaz e se pretenda obter outros efeitos benéficos para a saúde que se encontram indicados como vantagens. A mulher deverá ser acompanhada periodicamente por um médico.

Existem as pílulas de tipo combinado (COC) que contêm estrogénio e progestagénio. Existem ainda pílulas que contêm só progestagénio (POC), que devem ser receitadas caso o estrogénio não seja recomendável por um motivo de saúde da mulher.

Nível de eficácia: Se tomada de corretamente, a pílula apresenta 90-95% de eficácia 

Começas a tomar no 1º dia da menstruação, tomas 21 dias seguidos, durante 7 dias não tomas (nesta fase eventualmente aparece a menstruação) e voltas a tomar 21 dias (quer a menstruação já tenha desaparecido ou não) 

Vantagens

Para além do elevado grau de segurança na prevenção da gravidez, a pílula apresenta as seguintes vantagens:

  • Não interfere na relação sexual
  • Pode regularizar os ciclos menstruais
  • Melhora a tensão pré-menstrual e a dismenorreia
  • Não afeta a fertilidade
  • Diminui o risco de Doença Inflamatória Pélvica (DIP)
  • Reduz em 50% o risco de cancro do ovário e do endométrio
  • Diminui a incidência de quistos funcionais do ovário e a doença poliquística

Contracetivos progestativos (POC)

Contraindicações:

A pílula está contra indicada em situações de:

  • Gravidez
  • Neoplasia hormonodependente
  • Hemorragia genital anormal sem diagnóstico conclusivo
  • Tumor hepático ou doença hepática crónica
  • Icterícia colestática na gravidez
  • Riscos de AVC, doença arterial cerebral ou coronária
  • Mulheres como mais de 35 anos e fumadoras

São consideradas contraindicações relativas (tem que se pensar bem nas vantagens versus desvantagens), se a mulher:

  • Sofrer de diabetes mellitus
  • Sofrer de hipertensão ou hiperlipidémia
  • Sofrer de depressão grave, epilepsia, cefaleia grave
  • Tiver varizes acentuadas

Efeitos secundários da pílula:

  • Náuseas e vómitos
  • Alteração de peso (algumas mulheres referem perda de peso e outras aumento de 1 Kg)
  • Mastodínia – alteração da tensão e sensibilidade mamária
  • Alteração do fluxo menstrual
  • Spotting – perdas de sangue ao longo dos primeiros ciclos de utilização da pílula
  • Depressão

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2 - ANEL VAGINAL

É um Contracetivo hormonal de utilização mensal. É um anel de plástico flexível, suave e transparente com 5 cm de diâmetro que se introduz na vagina. 

Colocas no 1º dia da menstruação, retiras 3 semanas depois. 1 semana sem anel (altura em que menstruas) e voltas a colocar durante 3 semanas e por aí adiante.

· A sua utilização UMA VEZ POR MÊS proporciona: Níveis hormonais constantes e inferiores ao da pílula durante todo o mês.

· Tem uma eficácia de 99% (Resumo das Características do Medicamento disponível em www.infarmed.pt).

· Discreto.

· Cómodo.

· Fácil de utilizar.

· Menor probabilidade de esquecimento.

· A menstruação surge na altura esperada.

· A eficácia não diminui em caso de vómitos ou diarreia.

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3 - CONTRACEPÇÃO HORMONAL INJETÁVEL

O que é e como funciona? Tal com a designação indica, trata-se de um método contracetivo que consiste numa injeção intramuscular profunda de uma solução aquosa contendo acetato de medroprogesterona (DMPA). A solução vai-se introduzindo lentamente na corrente sanguínea e, à semelhança da pílula, previne a ovulação. Cada injeção tem  um efeito até 3 meses (12 semanas).

A utilização da contraceção hormonal injetável deve ser indicada quando é necessário um método de elevada eficácia e, por razões médicas, não é recomendado o uso da contraceção oral (pílula) ou o Dispositivo Intrauterino (DIU).

Nível de eficácia - Elevado nível de eficácia 0,0 a 1,3 gravidezes por ano em cada 100 mulheres

Vantagens - Este método é bastante discreto e prático na sua utilização, uma vez que não interfere na relação sexual e não obriga à toma diária, como sucede com os métodos de contraceção orais.

  •  Pode melhorar a qualidade do aleitamento
  • Os riscos de desenvolver a Doença Inflamatória Pélvica, a gravidez ectópica ou o carcinoma do endométrio, são menores
  • Reduz as perdas de sangue

Desvantagens

  • O método de contraceção hormonal injetável pode provocar irregularidades no ciclo menstrual
  • O retorno aos níveis de fertilidade é mais lento
  • Não protege contra as infeções sexualmente transmissíveis 

Efeitos secundários

  • Irregularidade no ciclo menstrual. Em situações raras, pode conduzir a hemorragias contínuas
  • Pode causar em certas mulheres: dores de cabeça, perda de cabelo, aumento de peso

Contraindicações

  • Gravidez
  • Neoplasias hormonodependentes
  • Hipertensão grave
  • Diabetes mellitus com lesões vasculares
  • Antecedentes de acidente cardiovascular tromboembólico
  • Doença hepática em atividade

Não é aconselhável :

  • Caso se verifique hemorragia vaginal de causa não esclarecida
  • Para mulheres que desejam engravidar imediatamente após a suspensão do método
  • Para mulheres que não aceitam irregularidade do ciclo

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4 - PRESERVATIVO

O preservativo constitui uma barreira à passagem do esperma para a vagina durante o coito. A maioria dos preservativos são feitos de latex. Quando usado corretamente, para além de ajudar a prevenir a gravidez, é um método que diminui o risco de contrair IST. Trata-se de uma forma de contraceção que envolve o homem.

Nível de eficácia - A eficácia  deste método depende da sua utilização correta e sistemática. 5 a 10 gravidezes por ano em cada 100 mulheres

Vantagens

  • Não necessita de acompanhamento médico
  • Previne as IST
  • Pode contribuir para minorar situações de ejaculação precoce
  • Ausência de efeitos secundários graves ou contraindicações

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5 - ABSTINÊNCIA PERIÓDICA / AUTOCONTROLO DA FERTILIDADE

A abstinência periódica resulta do autocontrolo dos níveis de fertilidade do ciclo menstrual da mulher. A eficácia deste método depende do envolvimento e disciplina do casal e do conhecimento rigoroso do funcionamento do corpo da mulher e do seu período fértil.

Existem 3 métodos de controlo da fertilidade, nenhum aconselhável por falta de eficácia:

Método do calendário O método de calendário permite calcular os períodos férteis através de uma contagem dos dias de duração de um ciclo menstrual. Todas as pessoas são diferentes e convém fazer alguns meses seguidos para perceber se há ou não um padrão.

Método das temperaturas basais

O período fértil é calculado pela medição da temperatura, determinando o aumento de temperatura pós-ovulatório. Colocas um anel na vagina todos os dias e percebes durante o mês quando a temperatura sobe 1 grau.

Método do muco cervical

As características do muco cervical mudam consoante o grau de fertilidade e há mulheres que conseguem perceber isso nelas. 

Nível de eficácia - NÃO É MUITO BOM ... 20 gravidezes em 100 mulheres / ano

Vantagens

  • Não tem efeitos secundários
  • Proporciona uma partilha de responsabilidade na contraceção

Desvantagens

  • Necessita de um compromisso mútuo
  • O seu grau de eficácia é limitado
  • É preciso a mulher ser um relogiozinho com a menstruação... senão não funciona... e mesmo assim não funciona muito bem...
  • Não protege contra as IST

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6 - CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA

contraceção de emergência (CE) refere-se aos métodos que podem ser utilizados depois de uma relação sexual não protegida ou nos casos em que há falha do método contracetivo utilizado (ex: o preservativo rompeu, saiu ou ficou retido na vagina, houve falha na toma da pílula, o DIU deslocou-se, houve erro no cálculo do período fértil). A contraceção de emergência não é abortiva. Pode atuar de formas para prevenir a gravidez, consoante a altura do ciclo menstrual em que é tomada, mas nunca interrompe uma gravidez em curso.

Como funciona

  • Pode inibir ou adiar a ovulação (a saída do óvulo do ovário)
  • Pode impedir a fertilização (o encontro do espermatozoide com o óvulo)
  • Pode impedir a nidação (implantação do ovo na parede do útero 

A Pílula de emergência (conhecida como “pílula do dia seguinte”). Pode ser tomada até 120 horas após a relação sexual não protegida. Podes comprar na farmácia mesmo sem receita, não há qualquer problema.

Eficácia

De uma forma geral, a Contraceção de Emergência é menos eficaz que os métodos contracetivos de uso regular, sendo este um motivo para não ser um método de utilização frequente.

A CE pode prevenir 3 em cada 4 gravidezes e é a única forma de evitar uma gravidez após a relação sexual não protegida, reduzindo o recurso ao aborto.

 

Efeitos secundários

 Os efeitos secundários mais comuns da contraceção de emergência podem ser:

  • Náuseas
  • Vómitos
  • Hemorragia irregular
  • Tensão mamária, dores de cabeça, cansaço

 

Mensagens importantes sobre a Contraceção de Emergência

  • Não protege contra as Infeções Sexualmente Transmissíveis
  • Não é um método contracetivo de uso regular
  • Não é abortiva
  • Não afeta a fertilidade
  • Pode ser adquirida gratuitamente nos centros de saúde e hospitais

Existem marcas de venda livre nas farmácias

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Se desejares mais informação consulta: 

Portal da Juventude - Sexualidade em Linha , podes ligar 707 20 30 30 - Linha da Juventude (é anónimo e podem-te ajudar em todas as questões que precisares)